Ciência da Personalidade Introversão

Cérebro do Introvertido: como ele determina seu comportamento?

Cérebro do Introvertido: como ele determina seu comportamento?
Escrito por Marta Leite
A configuração do cérebro do Introvertido não é apenas responsável pela forma como ele processa as informações mentalmente, ela também é determinante para o seu comportamento.

Como já sabemos a nossa introversão está diretamente relacionada com a nossa paisagem cerebral. A maneira como o sangue flui em nosso cérebro e o neurotransmissor ao qual somos mais sensíveis são responsáveis pela configuração desta paisagem. Como isso afeta diretamente o nosso comportamento?

Pesquisas científicas descobriram duas coisas interessantes. Em primeiro lugar, os introvertidos têm mais fluxo de sangue para o cérebro do que os extrovertidos. Mais fluxo de sangue indica mais estimulação interna. Em segundo lugar, o sangue de introvertidos e extrovertidos viajam ao longo de diferentes percursos. O caminho dos introvertidos é mais complicado e focado internamente. Enquanto os extrovertidos é mais focado externamente.

Em segundo lugar, não só o sangue dos introvertidos e extrovertidos viajam em vias separadas, cada via requer um neurotransmissor diferente. A via que os extrovertidos usam é ativada pela dopamina, enquanto a dos introvertidos é ativada pela acetilcolina.

Todos esse aspectos da nossa paisagem cerebral não refletem apenas na forma como gerimos a nossa energia social ou os nossos processos mentais. Eles estão também relacionados com a forma como nos comportamos. Quem de nós nunca desejou saber, por exemplo, por que as palavras fogem-nos em determinados momentos ou por que nos sentimos aturdidos quando precisamos agir em meio ao estresse.

No livro “As Vantagens de Ser Introvertido”, a psicóloga Marti Olsen Laney explica que o longo percurso da acetilcolina no cérebro dos introvertidos é responsável não apenas pela sua elevada atividade interna e de pensamento. Esta substância desencadeia igualmente o Sistema Meio-Gás(sistema nervoso parassimpático) que controla certas funções corporais e influenciam a forma como os introvertidos se comportam.

O fato do cérebro dos introvertidos zumbirem significa que é provável que os introvertidos vão:
  • Reduzir o contato visual quando falam, para se concentrarem em recolher palavras e pensamentos, aumentar o contato visual quando escutam, para absorver informação
  • Surpreender os outros com a sua riqueza de informação
  • Fugir à demasiada atenção ou enfoque sobre si mesmos
  • Parecer vidrados, aturdidos ou defasados quando ansiosos, cansados ou integrados em grupos.
A dominância do percurso l-o-n-g-o da acetilcolina significa que os introvertidos:
  • Poderão começar a falar no meio de um pensamento, o que pode baralhar os outros
  • Posseum boa memória, mas levam bastante tempo a recuperar recordações
  • Podem esquecer-se de coisas que conhecem muito bem – poderão titubear ao explicar o seu trabalho ou esquecer-se por momentos de uma palavra que querem usar
  • Podem achar que nos disseram algo, quando simplesmente o pensaram
  • Têm ideias, pensamentos e sentimentos mais claros após dormirem sobre eles
  • Podem não ter a noção dos seus pensamentos a não ser que os ponham por escrito ou falem acerca deles
A ativação do sistema nervoso parassimpático significa que os introvertidos:
  • Podem sentir dificuldade em se motivarem ou se porem em movimento, podendo parecer preguiçosos
  • Podem ser lentos a reagir sob estresse
  • Podem ter modos calmos e reservados; podem falar, caminhar ou comer lentamente
  • Podem necessitar de regular o influxo de proteínas e a temperatura corporal
  • Têm de fazer intervalos a fim de restaurar energias

Referências: The Introverted Advantage, de Marti Olsen Laney.


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Sobre o autor

Marta Leite

Marta Leite
Eu sou uma mãe, esposa, Life e Business Coach. Cradora do Programa “Além da Introversão”. Uma introvertida intuitiva – INFJ – dos Tipos Junguianos. Uma apaixonada, entusiasmada e curiosa pelo Desenvolvimento Humano.

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