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Conversa casual: como iniciar uma e transformá-la em um bate-papo interessante?

Conversa casual: como iniciar uma e transformá-la em um bate-papo interessante?
Escrito por Marta Leite

Muito embora os introvertidos não gostem da conversa casual, ela faz parte do ritual social necessário em diversos contextos da nossa vida. Como iniciar uma e transformá-la em um papo interessante?

Nem todos gostam de conversa casual e é certamente uma das tarefas mais chatas com a qual temos que lidar constantemente. Ela não é exatamente o passatempo favorito dos introvertidos. E os tímidos por sua vez sentem-se embaraçados e também não sabem sobre como começar ou como manter uma conversação.

Embora nem todos gostem, a verdade é que a conversa casual faz parte do ritual social necessário para qualquer um de nós. Seja nas relações de trabalho, na escola, ou se você está interessado(a) naquela menina ou naquele rapaz. Qualquer que seja a situação de convívio diário, ou quando conhecer alguém novo, a conversa amena é como o prato de entrada no seu menu social.

Uma conversa casual baseia-se apenas no fato de que você está em pé ao lado de alguém e tem que dizer alguma coisa, mas o objetivo real é encontrar um terreno comum para desencadear uma conversa com substância. É importante salientar que isso não é apenas uma questão de tímidos ou introvertidos. A grande maioria das pessoas se diz sem saber por onde começar uma conversa casual com um estranho e muito menos como transformá-la em uma conversa mais interessante.

Aqui vão alguma sugestões:

1 –  Compartilhe pequenos detalhes até que uma ideia “pegue”

Compartilhar pequenos detalhes durante uma conversa superficial é realmente uma boa maneira de avaliar o interesse em um assunto e iniciar uma conversa real. Em vez de responder a uma pergunta simples como “Como vai?” com “Bem. E você?”, expanda a sua resposta com detalhes sobre o seu dia. Por exemplo, você pode dizer “Bem. Hoje o trânsito estava mais sossegado e nada como isso para começar bem o dia!”

Quando você compartilha aquele pequeno pedaço de sua história você vai ter uma de duas respostas: uma pergunta/comentário que vai dar prosseguimento à conversa, ou o silêncio/desinteresse da outra pessoa. Se o outro retribuir com um “Ah, também achei!” ou “Para mim não posso dizer o mesmo”, mantendo assim o entusiasmo, pode começar por aí a conversa. Se ele não parecer interessado, pode tentar acrescentar mais algum detalhe até que algum flua.

2 – Aprenda a fazer perguntas relevantes

Nós não somos abertos a compartilhar informações sobre nós mesmos, mas se quisermos evoluir para uma conversa real, é importante mostrar interesse pela outra pessoa em primeiro lugar. E você pode fazer isso de diversas maneiras.

Para saber como fazer perguntas relevantes, comece por ouvir corretamente. Muitas vezes, quando estamos a conhecer alguém novo, tentamos preencher os momentos mortos com conversas sobre nós mesmos. Muito melhor para você é ouvir em primeiro lugar, falar em segundo. Claro, alguém tem que iniciar a conversa, mas se você e seu companheiro realmente ouvem um ao outro e não se preocupam sobre o que dizer em seguida, as coisas vão fluir mais naturalmente.

Depois de ter uma boa idéia do que está acontecendo, você pode usar essa informação para fazer o tipo certo de perguntas. Fazer perguntas é uma ótima maneira de transformar pequenas falas em uma conversa naturalmente. Apenas certifique-se se a sua pergunta é relevante para o tema em questão e não uma maneira de trazer a conversa de volta para você.

3 – Responder a “O que você faz?” com algo mais

Um das conversas iniciais mais comuns é “Então, o que você faz?” Isso é concebido como uma maneira rápida de avaliar de que forma uma pessoa pode ser interessante. Dependendo do seu trabalho isso pode ser uma resposta fácil, mas para muitos de nós é um pouco mais complicado.

Em um caso mais simples uma pessoa que é enfermeira poderia, ao responder “Eu sou enfermeira”, acrescentar a sua especialidade e em que local trabalha, por exemplo.

Em um caso mais complicado, o meu por exemplo: “Eu sou uma Life Coach. Eu trabalho com Desenvolvimento Pessoal e também tenho um blog na Internet.” Por ser uma profissão pouco conhecida, assim acrescentar uma pergunta tipo “Você já ouviu falar deste tipo de profissional?”. Poderia também acrescentar algum detalhe ou outro sobre o que eu faço.

O mesmo vale para “O que você faz para se divertir?”, que é uma pergunta muito comum feita nessas ocasiões. Não basta dizer “Eu costumo fazer caminhadas” (ou qualquer outro). Fale sobre uma experiência recente com o seu hobby, a frequência com que o pratica, o quanto gosta ou sobre o quanto aquilo é importante para você.

A ideia base

A ideia básica que atravessa todas estas sugestões é encontrar o gancho numa pequena conversa e puxá-la para fora de modo que vocês dois estejam em um terreno comum. Para encontrá-lo você tem que prestar atenção aos sinais sutis, ouvir como o seu interlocutor responde, compartilhar pelo menos algumas informações sobre si mesmo, e aprender a avaliar o quanto o outro está interessado.

Como vê, não existe lá muito segredo em começar uma conversa e conduzi-la para algo menos superficial. Essa é uma habilidade que, como qualquer outra, pode ser exercitada. Quanto mais fizer isso – mesmo que no princípio sinta-se desconfortável – mais seguro e confiante ao longo do tempo e com a prática se sentirá.


Sua introversão tem afetado de alguma forma a sua vida, seja nas suas relações, família ou trabalho?

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Sobre o autor

Marta Leite

Marta Leite
Eu sou uma mãe, esposa, Life e Business Coach. Cradora do Programa "Além da Introversão". Uma introvertida intuitiva – INFJ - dos Tipos Junguianos. Uma apaixonada, entusiasmada e curiosa pelo Desenvolvimento Humano.

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