MBTI Teorias da Personalidade

4 coisas a considerar ao fazer um teste de tipos MBTI

4 coisas a considerar ao fazer um teste de tipos MBTI
Escrito por Marta Leite

Ao ser apresentado ao MBTI muitas pessoas podem obter resultados equivocados na identificação do seu tipo. Outras podem encontrar discrepâncias que as façam desacreditar na fiabilidade do mesmo. O que você precisa compreender sobre o MBTI para tirar melhor proveito desta ferramenta sem cair em equívocos?

Eu sou um grande fã dos tipos de personalidade de Myers-Briggs(MBTI) além de usá-lo como ferramenta de trabalho. Como já disse isso anteriormente, aprender sobre meu próprio tipo (INFJ) ajudou-me a passar por momentos difíceis, e foi fundamental como uma base para a minha estratégia de carreira. Nunca me compreendi tão bem como depois de ler sobre o INFJ. De repente, muitas coisas na minha vida faziam sentido.

Eu acompanho muitas discussões em grupos sobre o assunto. Troco impressões e experiência com pessoas que conhecem o MBTI profundamente até os que acabaram de conhecer a sua tipologia. Como alguém que escreve sobre o MBTI e o usa como uma ferramenta para embasar meu trabalho com introvertidos, algumas questões eu não posso deixar de tratar aqui.

Equívocos comuns

Estes dias uma leitora do blog e participante ativa do nosso grupo – depois de uma longa ausência – veio falar sobre as suas últimas descobertas sobre a sua tipologia MBTI. Ela relatou que, após algumas sessões com um psicólogo, seu tipo MBTI, que em um teste anterior havia sido INFP, recentemente havia mudado para ESFP.

Eu também ouço relatos do tipo: “eu nunca consigo ter apenas um resultado; estou sempre alternando meus resultados entre ISTJ e INTJ. Eu mesma, que sempre me identifiquei como uma INFJ, já fiz um teste que me deu como resultado 1% para ENFJ.

Para iniciarmos conversa, estas ocorrências são frequentes quando se trata do MBTI. Para que possa tirar melhor proveito desta ferramenta, aqui vão algumas nuances do conceito que são importantes você perceber:

  1. Seu tipo pode mudar, e isso não significa que a teoria esteja errada.

Não se trata de uma categoria; e sim, de um contínuo. Como sabemos o MBTI, que tem origem na teoria de personalidades de Jung é caracterizado por dicotomias. Temos dois opostos em uma escala e, muito embora tenhamos preferência em permanecer estacionados em um determinado ponto, circunstâncias podem nos fazer deslizar mais para um lado ou para o outro. O próprio Jung mesmo dizia que o mais saudável seria “passearmos” de um lado para o outro do contínuo sempre que isso fosse necessário. Quanto mais próximo do centro deste contínuo você estiver, mas poderá se deslocar para o lado oposto.

Eventuais circunstâncias podem também nos manter presos em um conjunto determinado de comportamentos que não são o nosso “modus operandi” natural. Neste caso especificamente, uma terapia justificaria uma alteração na sua tipologia, uma vez que o ganho de consciência trouxe à luz as verdadeiras motivações para tais comportamentos.

  1. Treinar comportamentos pode alterar algumas características nossas.

O MBTI relata quatro preferências inatas que crescemos. A teoria diz que nascemos com nossa preferência de tipo, como nascemos com a mão direita. Nossos tipos não mudam, mas somos capazes de melhorar e fazer uso de nossas funções menores. Assim como as mãos dominantes que temos, nossas funções dominantes são muitas vezes mais desenvolvidas do que suas contrapartes. Do mesmo modo, nossa função menos desenvolvida pode ser desenvolvida para que nos tornemos melhores neles. Um ISFJ sempre pode se esforçar para se tornar mais sociável e espontâneo, e assim por diante.

Muitas vezes, treinamos nossas funções menos desenvolvidas à medida que envelhecemos. Como tenho Julgamento (J), naturalmente, eu gosto de ter muitas das minhas tarefas agendadas com antecedência, e manter uma decisão, algo característico do meu INFJ. Com o passar do tempo, eu posso treinar para ser mais flexível e mudar minhas decisões ao longo do caminho, o que é uma característica da função Percepção (P).

  1. É o seu “eu não influenciado” que deve ser avaliado.

“Sinto que sou uma pessoa no trabalho e sou de maneira diferente quando estou em casa”, isso é perfeitamente normal – você tem vários chapéus, digamos assim. Ao tomar o MBTI, é importante fazer no modo como você é no “fim de semana”. Não é a pessoa que trabalha na empresa XYZ, você não é filho, pai, irmão, amigo e parceiro. Só você. Use isso para ignorar o verdadeiro você. Por exemplo, você vai a um restaurante sozinho, você escolhe a mesa para se sentar, o que comer e o que beber. Esse é o “verdadeiro, não influenciado” você que o MBTI está procurando!

  1. Fazer apenas um teste não lhe assegura que seu tipo esteja correto.

Existem diversos testes MBTI online grátis e pagos. Para estar mais seguro do seu tipo, faça mais de um. Existem também diferenças entre a quantidade de perguntas. Logo, a resultado de um teste com 90 perguntas será bem mais acurado do que um de apenas 20, por exemplo.

Saber apenas o seu tipo de letra não é suficiente. Você precisa entender o porquê e o motivo do seu tipo. Existem muitas nuances por trás das letras que compõem o seu tipo MBTI. Conhecer um pouco mais sobre as teorias pode ajudá-lo a encontrar detalhes a respeito de si mesmo que apenas o teste não poderá fornecer.

Eu defendo a ideia de que você não pode ser limitado a nenhum rótulo. Ao aprender suas preferências, é importante perceber que você não é apenas um ou outro, mas sim, você é um indivíduo dinâmico. Na maioria das vezes, você prefere um sobre o outro, mas as circunstâncias e os papéis que desempenhamos em nossas vidas podem ditar como nos comportamos, inclusive às vezes adotando nossas preferências não preferidas.

Já conhece seu tipo pelo MBTI? Se não, clique aqui para conhecê-lo melhor e fazer um teste!


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Sobre o autor

Marta Leite

Marta Leite
Eu sou uma mãe, esposa, Life e Business Coach. Cradora do Programa “Além da Introversão”. Uma introvertida intuitiva – INFJ – dos Tipos Junguianos. Uma apaixonada, entusiasmada e curiosa pelo Desenvolvimento Humano.

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