Seriam os introvertidos mais propensos aos pensamentos negativos?

Como introvertidos, a nossa capacidade imaginativa pode deixar de ser uma grande aliada e passar a ser nossa maior inimiga. O que fazer?

A capacidade imaginativa é uma característica muito positiva nos introvertidos. Porém, há momentos em que ela nos mantém presos em um circuito de imaginação de futuros cenários negativos. Existem até razões para isso, no caso dos específico dos introvertidos. Portanto, aprenda a como sair do loop de pensamentos negativos quando você perceber que está sendo levado por ele.

Estes dias, uma cliente de coaching minha relatou a sua tendência em ficar presa imaginando cenários negativos sempre que ela precisa tomar ações na sua vida. Consequentemente, ela sente-se ansiosa e isso acaba por levá-la a autossabotagem. Isso é algo comum de ocorrer. Quem já não se pegou revendo e-mails já enviados preocupado com possíveis falhas cometidas ou imaginando se vai se sair bem em uma entrevista de emprego.

Não importando qual seja a fonte da sua preocupação, nós introvertidos vamos nos pegar constantemente olhando mais para os prognósticos negativos de uma situação do que mesmo para os positivos. Onde é que está o problema?

A diferença está na configuração cerebral dos introvertidos cérebro

É importante lembrar que o nosso enviesamento natural para o lado negativo das coisas faz parte do pacote das nossas estratégias de sobrevivência enquanto seres humanos. Entretanto, no caso dos introvertidos, as suas características de traço e uma particularidade na sua paisagem cerebral são tidos como responsáveis pela nossa tendência em ficarmos presos nas teias da imaginação negativa.

Nós somos naturalmente mais ponderados na hora de tomar decisões. Se pensamos bem antes de falar, não seremos diferente na hora de agir. Consideramos os mais diversos pontos de vista de uma situação antes de pularmos para dentro dela. Somos também propensos ao perfeccionismo. Gostamos de nos certificar que entregamos o que julgamos como sendo o nosso melhor trabalho.

Por último, de acordo com pesquisas, o cérebro dos introvertidos possui uma atividade mais significativamente mais elevada do que o dos extrovertidos no córtex frontal, que é a parte do cérebro responsável pela lembrança, planejamento, tomada de decisões e resolução de problemas.

Perigos de diálogo interno negativo

O nosso diálogo interno pode ser um poderoso trampolim ou um grande obstáculo para alcançar os nossos objetivos, mas ele também pode ser uma fonte de sofrimento e retirar completamente a nossa já escassa energia mental. Por outro lado, um pensamento negativo pode configurar o que nós chamamos em coaching de uma profecia auto-realizável. Num exemplo simples: se você imagina resultados negativos de uma entrevista de emprego, você pouco provavelmente se preparará suficientemente para ela, uma vez que você já antecipa uma negativa como resposta. Assim sendo, você acaba por contribuir para obter esse mesmo resultado negativo.

Como introvertido, atente para quando os seus pensamentos estão desenhando cenários negativos e aprenda a como reconduzi-los de forma a lhe trazer mais energia mental do que drená-la. Aqui vão algumas dicas que usamos em coaching e que são largamente usadas na Psicologia:

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  1. Preste atenção aos seus pensamentos.

Você está tão acostumado a ouvir sua própria narração que é fácil se esquecer das mensagens que está enviando para si mesmo. Comece a prestar muita atenção nos seus pensamentos e você pode descobrir que você pode estar depreciando suas capacidades ou falando consigo mesmo de forma muito dura.

Estima-se que você tenha cerca de 60.000 pensamentos por dia. São 60.000 chances de se construir ou se destruir. Aprender a reconhecer seus padrões de pensamento é fundamental para entender como o seu pensamento afeta sua vida.

  1. Mude o canal.

Embora o pensamento para a resolução de problemas seja útil, a ruminação é destrutiva. Quando você continua repetindo um erro que você fez em sua cabeça uma e outra vez ou você não consegue parar de pensar em algo ruim que aconteceu, você vai se levar a si próprio para baixo.

A melhor maneira de mudar o canal é ficar ativo. Encontre uma atividade que o distraia temporariamente das fitas negativas em sua cabeça. Dê um passeio, chame um amigo para falar sobre um assunto diferente ou faça um projeto que você está adiando. Mas se recuse a sentar e ouvir o seu cérebro bater em você.

  1. Examine a evidência.

Seus pensamentos nem sempre são verdadeiros. De fato, eles são frequentemente exageradamente negativos. É importante examinar as evidências antes de acreditar em seus pensamentos.

Se você pensa: “Vou me envergonhar quando fizer essa apresentação”, pare por um minuto. Pegue um pedaço de papel e anote todas as evidências que indicam que você vai falhar. Em seguida, liste todas as evidências de que você não irá falhar.

Observar as evidências de ambos os lados pode ajudá-lo a analisar a situação de maneira um pouco mais racional e menos emocional. Lembrar-se de que seus pensamentos não são 100% verdadeiros pode lhe dar um impulso na confiança em si mesmo.

  1. Substitua pensamentos negativos exagerados por declarações realistas.

Quando você reconhecer que seus pensamentos negativos não são completamente verdadeiros, tente substituir essas declarações por algo mais realista. Se você pensa: “Eu nunca vou conseguir passar numa entrevista de emprego”, uma boa declaração de substituição pode ser: “Se eu me preparar bem, terei grandes possibilidades de passar numa entrevista e conseguir aquele emprego”.

Você não precisa desenvolver declarações positivas irrealistas; O excesso de confiança pode ser quase tão prejudicial quanto uma dúvida séria. Mas uma visão equilibrada e realista é a chave para se tornar mentalmente mais forte.

  1. Considere o quão ruim seria se seus pensamentos fossem verdadeiros.

É tentador imaginar um passo em falso se transformando em uma catástrofe total, mas muitas vezes o pior cenário não é tão ruim quanto tememos . Se você prevê que vai ser rejeitado por um emprego, pergunte a si mesmo o quanto isso seria ruim? Rejeição machuca, mas não é o fim do mundo. Lembrar-se de que você pode lidar com tempos difíceis aumenta sua confiança. Também pode diminuir muitos dos pensamentos temerosos e preocupantes que podem estar no seu caminho.

  1. Pergunte a si mesmo que conselho você daria a um amigo.

Muitas vezes é mais fácil ser mais compassivo com outras pessoas do que com você mesmo. Por exemplo, enquanto você pode se considerar um idiota por cometer um erro, é improvável que você diga isso a um ente querido. Quando você está lutando com tempos difíceis ou duvidando de sua capacidade de ter sucesso, pergunte-se: “O que eu diria a um amigo que tivesse esse problema?” Então, ofereça a si próprio essas palavras sábias e gentis .

  1. Equilibre o autodesenvolvimento com a autoaceitação.

Há uma diferença entre dizer a si mesmo que você não é bom o suficiente e lembrar-se de que há espaço para melhorias. Aceite suas falhas pelo que elas são agora enquanto se compromete a melhorar no futuro. Embora pareça um pouco contraintuitivo, você pode fazer as duas coisas simultaneamente: você pode aceitar que se sente ansioso sobre uma apresentação no trabalho enquanto toma a decisão de melhorar suas habilidades de falar em público. Aceite-se por quem você é agora mesmo enquanto investe para se tornar uma versão ainda melhor de si mesmo no caminho.

Treine seu cérebro para pensar de maneira diferente

Como introvertido, sua mente pode ser seu melhor ativo ou pior inimigo. É importante treiná-lo bem e cuidar dela. Com a atenção e prática, você pode desenvolver um diálogo interno mais produtivo que irá alimentar seus esforços para alcançar seus objetivos e viver em um estado mental mais pacífico.

Foto de Joe Gardner no Unsplash

A sua introversão traz algum tipo de bloqueio para a sua vida pessoal ou profissional?

Eu sou uma Humanistic Professional Coach IHCOS®, e trabalho com introvertidos, criativos, e pensadores profundos auxiliando-os a conhecerem a si mesmos, desenvolverem autoestima, capitalizarem as suas forças pessoais e aprenderem  a como florescer em uma cultura amplamente extrovertida.

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