Três momentos que todo introvertido pode ter passado

Todo introvertido possivelmente já passou por momentos em que surpreendeu a si próprio, ou aos outros, agindo de maneiras que escapam dos estereótipos.

Pois é, pessoas são diferentes: variadas personalidades; temperamentos; modos de ser e de agir; diferentes experiências. Como introvertido, você pode ser conhecido pelo seu jeito calmo e quieto. A partir daí, pessoas podem te definir, e chegar a algumas conclusões a seu respeito.

Colocar as pessoas dentro de certos estereótipos é muitas vezes uma ação inconsciente, parte de uma reprodução de um imaginário coletivo. Mas as pessoas, com estas imagens concebidas, podem sempre se surpreender. No caso dos introvertidos, reservados e quietos, algumas atitudes e situações podem gerar um espanto ainda maior. Assim, me vem à memória alguns momentos onde pessoas perceberam algumas atitudes minhas e tiveram reações de grande surpresa diante de minha introversão. Vou relembrar aqui três destes momentos.

Momento 1: O pensador profundo

Ainda no colégio, muito tempo atrás, em uma aula de filosofia a professora diz que: “quem fala menos, pensa mais”, e propôs uma reflexão sobre isso. Uma garota de repente solta um grito de espanto: “Gente, é mesmo! Então, o Fernando deve ser a pessoa mais inteligente do universo, ele deve ser ‘ô pensador’ … Nossa!”. Ela estava realmente espantada ao chegar àquela conclusão! Eu não lembro bem da minha reação na época, mas certamente pensei: espera, calma… Não é bem assim!

Não é por que a pessoa é mais calada, que é mais inteligente, ou estudiosa.  Em grande parte das vezes meus pensamentos estavam longe, em outro mundo… treinando bastante minha imaginação, hehe. Esse é um engano comum de acontecer, não que eu fosse um aluno ruim, mas muitos pensavam que eu era dos mais inteligentes e estudiosos da turma e não era essa a realidade. Lembro que alguns colegas ficavam surpresos quando percebiam que minhas notas estavam na média e não entre os primeiros da sala, como eles imaginavam.

Momento 2: O caladão

Outra vez, de volta ao colégio, eu já estava acostumado a ser o calado da turma. Colegas me perguntavam porque eu não falava e faziam comentários e brincadeiras a respeito disto o tempo todo. Muitos ali já aceitavam o meu modo de ser, me entendiam. No geral era “o calado”, mas claro que havia aqueles que eram mais próximos e que eu conversava sempre.

Porém, um momento marcante era quando eu convidava os colegas para irem na minha casa para nos divertirmos. Lá na minha casa eu era “outra pessoa”: comunicativo, à vontade com as pessoas. O ambiente seguro e tranquilo de minha casa fazia toda a diferença para mim. Muitos colegas chegavam o outro dia no colégio contando espantados para os que não foram como eu era “outra pessoa” fora da escola.

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Momento 3: O temor apresentação final

Falar em público é um medo típico para muitas pessoas, mas muito relacionado com introvertidos. Tremor, gagueira, perder as palavras e a vergonha que vem depois…. Já passei por isso, claro. Mas então vem o momento: A apresentação final do Trabalho de Conclusão de Curso.

A surpresa no olhar dos professores avaliadores era clara diante daquela apresentação que acabaram de ver: “Fernando, se a gente não te conhecesse diria que sempre foi um palestrante! Grande apresentação! Muito seguro de todos argumentos, soube responder todas as questões que foram colocadas, está de parabéns! ”

Esse foi um momento bem marcante para mim, de grande superação. Resultado de muito treino, preparação para realizar a apresentação no tempo previsto, certeza de que estava dominando cada ponto do que seria apresentado e as questões que poderiam surgir. A surpresa desta vez foi tanto para as pessoas que me conheciam e estavam assistindo quanto para mim.

São estes, então, os “momentos de um introvertido” que gostaria de compartilhar aqui. Como introvertido, diante do olhar de outros você pode se enquadrar como: “o pensador profundo”, “o caladão” ou a “grande surpresa” da apresentação final. Pois é, apesar destes enquadramentos as pessoas podem se surpreender com você… inclusive você mesmo!

Essas experiências fazem parte do que sou, e é bom se surpreender de vez em quando…. Muitos não vão acreditar: “Foi você mesmo?!”

Créditos da imagem: Štefan Štefančík em Unsplash

Sobre o Autor

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