O crítico interno de um introvertido

Introvertidos tendem a possuir um crítico interno bastante severo. De que maneiras ele se manifesta e como reconhecer o seu?

“Eu sempre penso que vou desistir. . . Eu não tenho que fazer isso … Você pensa: ‘Por que alguém iria querer me ver novamente em um filme? … Eu não sei como representar de forma nenhuma’.” — Meryl Streep

Se seu crítico interno é parecido com o meu, em vez de lhe dar coragem, é provável que ele lhe dê um banho de água fria quando você pensar em se aproximar de alguém em um evento de networking, vender seus serviços, responder perguntas difíceis em uma entrevista de emprego, se aproximar de alguém na tentativa de fazer uma amizade.

Ele também é aquela vozinha persistente que lhe faz remoer os pequenos erros que cometeu ao longo do seu dia – ou há muitos anos atrás. Ele é também aquele juiz que vive repetindo para você todas as coisas que você deveria estar realizando, ou o quanto todas os outros são mais competentes e habilitados do que você. Diz-lhe que você é inútil e inadequado e que você nunca será nada.

O que queremos dizer com o termo “crítico interno”?

Em seu livro Taming Your Gremlin, Rick Carson descreve o crítico interno como “o narrador em sua cabeça” e o Dicionário de Psicologia da APA diz que a “conversa interna” do crítico frequentemente confirma e reforça crenças e atitudes negativas, como medos e falsas aspirações. Ele é aquela pequena (ou às vezes grande) voz em sua cabeça que faz afirmações negativas como:

  • “Eu não estou onde deveria estar para a minha idade”.
  • “Eu nunca vou ganhar dinheiro decente fazendo qualquer coisa que eu gosto”.
  • “Eu nunca vou me realizar profissionalmente”.
  • “Eu não sou bom o suficiente.”
  • “Eu não tenho experiência de trabalho e nunca vou conseguir esta vaga por mais que eu me esforce”.
  • “Por que você não disse ou fez X?”
  • “Você não deve ter esperança, pois é um inútil, mal-humorado etc.”
  • “Ninguém vai querer contratar / casar / ser amigo de você.”
  • “Todos parecem ser melhores do que eu”.

Introvertidos podem realmente conversar mais – em suas cabeças

Você pode se identificar com o incômodo que seu crítico interno coloca, quer você seja ou não um introvertido. No entanto, pesquisas sobre o nosso cérebro descobriram que introvertidos experimentam ainda mais conversas internas do que extrovertidos. No meu grupo para introvertidos no Facebook, eu vejo inúmeros depoimentos de introvertidos que relatam o quanto os seus críticos internos os colocam em dúvidas sobre eles mesmos.

Debbie Tung do Where's My Bubble

Imagem fonte: Debbie Tung do Where’s My Bubble

A razão pela qual os introvertidos podem estar mais sujeitos aos efeitos devastadores do crítico interno reside na forma como o cérebro deles está configurado. Estudos de neuroimagem descobriram que duas áreas do cérebro associadas ao excesso de pensamento – o córtex frontal e a área de Broca – eram muito ativas em introvertidos. O córtex frontal é a parte do cérebro responsável pela lembrança, planejamento, tomada de decisões e resolução de problemas, enquanto a área de Broca está associada ao diálogo interno.

As implicações do nosso diálogo interno no nosso dia-a-dia

 Algumas pessoas têm outros nomes para o crítico interno – os gremlins, por exemplo – mas todos esses termos se referem ao diálogo que acontece dentro de nossas cabeças. Quando esse diálogo é dominado pela voz negativa (crítico interno) pode ser desmotivador, destruindo nossa confiança e nos impedindo de cumprir nosso potencial ou desfrutar das nossas vidas.

Se você é introvertido e está apenas se tornando consciente da natureza penetrante do seu crítico interno ou tem sido consciente disso por um longo tempo, a ideia aqui é que você compreenda as implicações do seu crítico interno no seu dia-a-dia.

Essas mensagens críticas que atravessam nossas cabeças têm um efeito profundo sobre como nos sentimos, o que fazemos, como somos bem-sucedidos ou se desfrutamos dos sucessos que experimentamos em nossas vidas.

Algumas pessoas estão muito conscientes das mensagens e conversas que estão acontecendo em suas cabeças. Outros não estão – até você começar a falar com eles sobre o crítico interno e eles percebem que há anos estão dizendo coisas negativas para si próprios, fazendo com que eles se sintam terríveis.

Quão forte é o seu crítico interno?

Para perceber a influência do crítico interno, identifique, usando as palavras sempre, às vezes, raramente ou nunca, para a frequência com que ele se manifesta sempre que você pensa e fala consigo mesmo em determinadas circunstâncias do seu dia-a-dia. Também ajudará você a identificar onde você pode querer focar sua atenção para fazer mudanças.

  • Quando você olha para trás no fim do dia e foca sempre no que ocorreu de errado.
  • Você possui dificuldades em listar suas realizações.
  • Você falha em comemorar suas conquistas e se recompensar por elas.
  • Você se sente frequentemente infeliz, desmotivado e com o moral em baixa.
  • Você falha ao aceitar elogios e reconhecimento pelos seus feitos e sucessos.
  • É difícil para você elogiar outras pessoas.
  • Você se sente culpado quando diz “Não” para alguém.
  • Você se sente culpado quando pede que suas necessidades sejam atendidas.
  • Você se deixa abalar por críticas e as rumina por um longo período de tempo.
  • Você não sente confiança nas suas próprias habilidades.
  • Você frequentemente se culpa pelos erros que outras pessoas cometeram.
  • Você se preocupa o tempo todo sobre algo que possa dar errado.
  • Você deixa que coisas pequenas lhe desapontem.
  • Você muitas vezes falha em ter algum senso de humor.

Suas respostas

Olhe para onde você marcou “sempre” ou “às vezes”: essas são as áreas que você deve focar e trabalhar. Você também pode querer ter em mente itens em que você marcou “raramente”, dependendo do impacto dessas situações tem em sua vida.

Foto de Francisco Moreno no Unsplash

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