Introversão MBTI

O meu “problema” não é ser introvertido, mas, sim, ser intuitivo

O meu "problema" não é ser introvertido, mas, sim, ser intuitivo
Escrito por José Araújo

Alguns tipos introvertidos possuem lutas acrescentadas ao seu dia-a-dia. É o caso daquele tipo que é introvertido e intuitivo. O que isso significa? Descubra se estas lutas também são suas.

Por: José Araújo

Desde que descobri o teste Myers Briggs há dois anos atrás que tenho percorrido um longo caminho de auto descoberta. Sendo um INFJ, processo a informação que recebo via intuição, que é o que o indica a letra N. Pessoas intuitivas tendem a estar algo distraídas da informação que os cinco sentidos captam. Nós usamos sobretudo o famoso “sexto sentido”, completamos raciocínios incompletos, encaixamos as peças do puzzle, prestamos atenção ao que NÃO está a ser dito, lemos nas entrelinhas.

Vim a descobrir que o facto de ser altamente intuitivo também é responsável por algumas características minhas, que sempre achei que eram consequência de ser introvertido, mas agora percebo que são consequência directa da minha intuição.

Aqui ficam algumas lutas diárias que todos nós altamente intuitivos temos que travar:
Nas amizades.

Sempre me questionei porque razão eu tinha dificuldades em me conectar com certas pessoas. Graças ao teste Myers Briggs consegui identificar um padrão: como intuitivo que sou, consigo estabelecer melhores relações com outros intuitivos. À medida que consegui fazer com que os meus amigos realizassem o teste a meu pedido, percebi as pessoas do tipo sensorial (por exemplo, ESTP, ESTJ) possuíam uma visão de vida bastante diferente da minha. Quando se é intuitivo há motivações diferentes, objectivos diferentes. Não é que seja impossível a relação com os tipos “S”, mas percebi que naturalmente estou mais em sintonia com os tipos intuitivos (INFJ, INFP, ENFP).


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 No trabalho.

Pessoas intuitivas tendem a questionar mais aspectos relacionados com ética, e a serem menos obcecados com questões materiais. Como intuitivo que sou, aprendi que não estou preparado para saltar por cima dos outros para atingir objectivos, nem é tão importante quanto isso o aspecto financeiro. Não preciso liderar, não preciso de me destacar, e prefiro trabalhar no duro para atingir os meus objectivos. Num mundo onde muitas vezes é necessário ter uma atitude proativa para subir na carreira, os intuitivos podem ficar um pouco para trás nessa corrida, pois estamos mais relaxados e calmos. Mas também não estamos muito dispostos a mudar. Acreditamos que a nossa vez há-de chegar.

Nas relações.

Uma vez li que os tipos intuitivos tendem a casar mais tarde e a terem menos relações. Será que é um problema de timidez? Eu tenho outra teoria: pessoas intuitivas tendem a ter um sentido altamente crítico. Nós temos poucas relações porque os nossos critérios de selecção são diferentes. Para nós o aspecto físico não é tão importante como as qualidades não físicas. Posso gostar de alguém, mas se a minha intuição me disser que a pessoa não reúne as qualidades que pretendo, vou sempre parecer hesitante nos meus avanços. Vou parecer indeciso e só vou deixar de ser indeciso quando vir que afinal aquela pessoa tem as qualidades que preciso. Este é um drama de muitos intuitivos. O resultado é que as relações bem sucedidas não irão ser muito frequentes.

Então, em jeito de conclusão, como lidar com as dificuldades de se ser intuitivo? Bom, primeiro perceber que ser intuitivo, mais do que ser introvertido, é que está na base de muitas das nossas dificuldades quotidianas. Depois, é auto aceitação. E aprender formas de aproveitar a nossa intuição de forma positiva para as nossas vidas. Como? Bem, isso fica para um dos próximos episódios. 😉

Partilhem este post, vamos todos juntos construir uma grande comunidade de introvertidos a lutarem para serem felizes na sua pele. 🙂

Importante:

O autor, José Araújo, é o nosso colaborador em Portugal. Esse é o motivo pelo qual algumas palavras no texto estarão com pronúncia do português de Portugal.

Sobre o autor

José Araújo, sou licenciado em Marketing, natural de Santo Tirso, Portugal. Depois de concluir um curso de especialização em Search Engine Marketing, despertei para o interesse em blogues. No meu site, O Poder dos Introvertidos, procuro chegar ao meu público com uma mensagem bem definida. A mensagem de que a introversão é mais um dom que um defeito. Como introvertido que sou, sei como a falta de compreensão e de informação sobre introversão está a condicionar a vida de 25% da população, que se estima introvertida. Sou um tipo INFJ de Myers Briggs e, como tal, faço parte da equipe de mundial de hosts da maior comunidade de pessoas INFJ no mundo, o INFJ Refuge


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