Toda a verdade sobre ser-se altamente intuitivo

Vivemos num mundo que privilegia os 5 sentidos quando se trata de assimilar informação e onde a chamada intuição ou sexto sentido parece ser uma fantasia. Descubra se você domina esta forma de assimilar o mundo à sua volta.

Não é fácil acreditar no poder da intuição e no entanto, para algumas pessoas, a intuição é o modo primário de assimilar informação.

Só quando fiz pela primeira vez o teste Myers Briggs, (clique aqui para saber mais sobre o teste), é que me apercebi que na verdade eu recorro muito pouco aos 5 sentidos e assimilo a informação muito através da intuição. É isso que nos diz a segunda letra na  tipologia Jung. Ou se é preferencialmente N (intuitivo) ou S (sensorial). Um ESTP é alguém que tem preferência pelo uso dos 5 sentidos enquanto que o INFP por exemplo, tenderá para o lado mais intuitivo. Assim é possível que muita gente não acredite nessas “balelas” da intuição muito simplesmente porque não faz uso dela, nem sabe como funciona.

Explicado sucintamente, (usando um exemplo), se duas pessoas estiverem a conversar, a pessoa intuitiva, ao escutar, está mais atenta ao que não está a ser dito do que ao que  está a ser dito, ou seja, ela está a ler nas entrelinhas e a chegar a conclusões por sua própria conta. O interlocutor está a falar e a pessoa intuitiva consegue prever o que o outro vai dizer com base na informação que vai reunindo. Pessoas sensoriais precisam prestar atenção ao que conseguem ver e ouvir, intuitivos não precisam de ver e ouvir tudo, eles deduzem a partir de informação incompleta.

Tal como ser introvertido é difícil porque vivemos numa sociedade que privilegia os extrovertidos, também ser altamente intuitivo torna-se difícil precisamente porque a nossa sociedade privilegia o que é visível e palpável, em vez de dar valor a… palpites!

Assim, pessoas altamente intuitivas passam o dia a dia a conviver com dificuldades. Dificuldades essas que muitas vezes não conseguem correctamente identificar. Isto porque a intuição e a forma como a usamos, bem, ela funciona  a nível do inconsciente. Ser intuitivo é como respirar: nós nem reparamos que o estamos a fazer.

Eis alguns problemas que os intuitivos enfrentam no quotidiano:

  • Às vezes é difícil ser capaz de determinar se estamos apenas a cismar ou se realmente a nossa intuição está a dizer-nos algo importanteA verdade é que o ser humano é falível, e nossas deduções podem estar erradas. Não se deve por isso perder o raciocínio lógico de vista no nosso dia a a dia.
  • Vivemos num mundo que valoriza a lógica mental, não o raciocínio emocional.  Disto resulta o paradigma de “fazer as coisas a qualquer custo e o mais rapidamente possível”, que é responsável por grande parte dos problemas da sociedade, embora as pessoas ainda não tenham aprendido isso. Dessa forma, nós, pessoas que decidimos com base em emoções,  ainda temos que existir neste mundo, mas a realidade é que pessoas excessivamente emocionais são discriminadas dentro das organizações e mesmo a nível pessoal. Ser excessivamente emocional e sensível tem sido favorável para si? É que a mim… zero! Mas lá está,  pessoas altamente intuitivas são na grande parte das vezes extremamente emocionais.
  •  Torna-se difícil conseguir viver no momento quando se é altamente intuitivo. Isto acontece porque a pessoa está constantemente a procurar significados maiores por detrás daquilo que é visível e palpável. A pessoa intuitiva está sempre a pensar. Apesar de isto proporcionar satisfação interior, sua mente está demasiado ocupada para apreciar devidamente o momento presente.
  • A pessoa assume os problemas dos outros como seus. Pessoas altamente intutivas são naturalmente empáticas, deixando que os problemas dos outros as afectem e sentindo que são responsáveis por ajudar os outros. O desafio está em manter o equilíbrio e não se deixar que os problemas dos outros nos suguem as energias. Ajudar os outros  sim, mas ter o cuidado de se proteger a si mesmo.

Intuição é a sua inteligência subconsciente. Mas ela é desvalorizada pelos outros e muitas vezes  a própria pessoa duvida de si mesmo. Uma das principais razões pelas quais as pessoas duvidam é porque a intuição normalmente não é vista como válida como tomada de decisão consciente, embora já sabemos que o oposto é verdade. Mas os benefícios da intuição são infinitos e havemos de voltar a este assunto.

Postado originalmente em: O Poder dos Introvertidos

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José Araújo, sou licenciado em Marketing, natural de Santo Tirso, Portugal. Depois de concluir um curso de especialização em Search Engine Marketing, despertei para o interesse em blogues. No meu site, O Poder dos Introvertidos, procuro chegar ao meu público com uma mensagem bem definida: que a introversão é mais um dom que um defeito. Como introvertido que sou, sei como a falta de compreensão e de informação sobre introversão está a condicionar a vida de 25% da população, que se estima introvertida. Fiquem comigo nesta viagem 😉